sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Aniversário do Thomas

Hoje é Halloween, a tão temida Noite dos Mortos para os britons. E, claro, aniversário do meu arqueiro, um personagem tão especial que, com sua história, acabou dando origem a uma saga de sete livros: A Caverna de Cristais.
Uns 800 anos antes do Thomas nascer, a recém-criada Britanya viveu sua primeira Noite dos Mortos. A cena abaixo pertence a Destruidores (livro 6):
"O Vale de Brusk ganhou fogueiras que arderiam a madrugada inteira, dispostas em pontos estratégicos para reproduzir, em terra, as estrelas mais importantes do céu negro. A luminosidade se estendeu sobre os campos arados e a floresta que pareceu próxima assim que o grupo numeroso, liderado pela conselheira Rhiannon, atravessou o portão principal da cidade. O vento frio de outono, porém, não espantou os ânimos ansiosos por trazer a Britanya uma festa tão antiga. Trinta e um de outubro, o último dia do ano para os tuathas, representava o fim e o início, a morte e a vida, o ciclo de esperança que se renova. Segundo a tradição de povos antigos, a Noite dos Mortos era encantada, especial, um momento único em que a ligação entre os vários mundos conhecidos e desconhecidos se tornava visível. Diziam as lendas que os espíritos de parentes e amigos mortos compareciam à grande confraternização, uma idéia que deixou Zak muito desconfiado. Não conseguia imaginar uma festa com fantasmas!
Rhiannon pediu ao grupo que, de mãos dadas, formasse um imenso círculo ao redor da fogueira principal.
- O Saman-iahnn é a cerimônia mais aguardada e querida pelo povo tuatha – começou ela, num tom de voz doce e firme que ganhou volume e cada coração presente. Seus olhos se nublavam pelo transe que dominaria em breve a majestosa representante da Deusa. – Para nossos convidados, poderá ser uma experiência assustadora, difícil e, ao final, compensadora. Até mesmo nós, tuathas, nos emocionamos todos os anos...
A conselheira, então, se aproximou de Athina e lhe ofereceu o conteúdo de uma taça de prata, um gesto que repetiu a todos os adultos do círculo. Zak foi o último a ser servido. Então, a jovem retornou para junto da fogueira e, de braços abertos para o fogo, evocou palavras desconhecidas que o próprio Zak, apesar de dominar feitiços e estudar com afinco tudo sobre a religião tuatha, não conseguiu compreender. A brisa gelada se transformou em vento para rodopiar entre os participantes da cerimônia, enquanto a fogueira aumentava sua intensidade de modo desproporcional. Frio e calor eram sentidos ao mesmo tempo, assim como o fogo, o ar, a terra abaixo de seus pés e a água simbolizada pela bebida doce servida aos adultos. Era meia-noite."
Um ótimo Halloween pra vc!!!

2 comentários:

Bruno Müller disse...

Helena, é maldade para com seus queridos leitores ficar soltando trecho dos outros livros assim... uhauhauhau.

Adorei as referências à Velha Crença aí! (Que não são naaaada sutis, né :P)

Beijo!

Helena Gomes disse...

Olá, amigo!

Por coincidência, a Velha Crença também tem a ver comigo. Claro que adorei escrever esta cena! hehe

Mas, quando a gente cria uma história, não funciona bem assim, sabe. Em Lobo Alpha, por exemplo, tenho dois personagens muito católicos. E a trajetória deles tem tudo a ver com esta religião que não é a minha.

Cada história, portanto, é diferente da outra. E sigo os elementos necessários para desenvolvê-la da melhor maneira possível. ;-)

bjs!